Ninguém quer mais ser "chique". E isso é ótimo.
“Ser elegante é não chamar atenção.”
Essa frase circulou por décadas como mantra das revistas de moda, das consultoras de imagem, das mães preocupadas com o look da filha no jantar de domingo.
Mas 2025 chegou — e a gente tá gritando com glitter.
O fim da neutralidade visual
A ideia de se vestir “com classe” como sinônimo de neutralidade morreu. Não porque ousadia virou moda, mas porque o mundo mudou. Hoje, expressar quem você é através da roupa não é mais um luxo criativo — é quase um ato de resistência.
Geração Z? Já entendeu tudo. Millennials? Estão correndo atrás do tempo perdido. E até a galera mais tradicional começa a repensar: por que mesmo eu só uso bege?
A verdade é que estilo agora tem mais a ver com coragem do que com código de etiqueta.
Do terninho ao moletom com conceito
A febre dos “office looks” virou a mesa. A lógica da performance deu espaço pra estética do conforto, da autenticidade, do afeto. E isso não quer dizer que estamos largados — quer dizer que estamos livres.
Um moletom pode ser mais expressivo do que um blazer. Um mix de brechó pode ser mais poderoso do que um look de passarela. Porque o valor deixou de estar no preço — e passou a morar no porquê.
Por que você escolheu isso? Por que esse look tem a sua cara? Por que ele comunica quem você é?
Quando essas perguntas são respondidas com verdade, o look vira manifesto.
Estilo como ferramenta de presença
Moda, no fim das contas, é uma forma de aparecer no mundo. E hoje, ninguém quer mais parecer neutro. A gente quer ser visto, ouvido, lembrado. Quer entrar no ambiente e dizer: “eu tô aqui, e isso sou eu”.
Esse novo vestir tem textura, tem cor, tem ironia, tem referência pop, tem falha proposital. E tem, acima de tudo, intenção.
Não é sobre ser “fashion”. É sobre ser fiel.
Resumo? A gente parou de tentar ser chique. Agora a gente quer ser real.
E esse movimento não tem volta.